A importância da Musicoterapia na Terceira Idade

shutterstock_100175156A musicoterapia é usada como tratamento complementar há bastante tempo, para diversos problemas de saúde.
O reconhecimento de que a música poderia estimular o corpo humano, influenciar no batimento cardíaco, no sistema imunológico, no sistema endócrino, nos órgãos dos sentidos, na resposta motora, comportamentos e emoções, estimulou seu uso para a prevenção e o tratamento de doenças físicas e mentais.
Mas a musicoterapia não se utiliza somente de música no processo de aplicação terapêutica, utiliza também o som num aspecto mais amplo em relação à sua concepção e movimento. Podem-se obter respostas motoras, sensitivas, orgânicas de comunicação através da música, da voz, do canto, de sons de instrumentos, dos gestos e dos sons do próprio corpo.
Na terceira idade a musicoterapia atua de maneira a estimular a autoexpressão do idoso, tanto no aspecto preventivo social, como na reabilitação. A música atua como intermediadora na relação terapeuta-cliente, visando à melhoria da qualidade de vida, estimulando as ações físicas, sensório/perceptivas, psicológicas e sociais do indivíduo.

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Conselhos para envelhecer com saúde

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A maturidade pode ser uma ótima fase na vida. Mas para aproveitar com tranquilidade, ter saúde é fundamental. Confira algumas dicas e tenha uma velhice mais feliz e saudável:

Pratique atividade física
Esta é a recomendação número um da Organização Mundial de Saúde para prevenir os males ligados à terceira idade. Quem pratica exercícios tem mais disposição e evita a obesidade. Além disso, a prática de atividade física ajuda na prevenção de doenças cardíacas, diabetes, hipertensão, osteoporose e colesterol alto.

Consuma alimentos saudáveis
Grãos integrais, frutas, legumes e verduras devem fazer parte do seu cardápio. E consuma leite e derivados, ricos em cálcio e vitamina D, para evitar a osteoporose. Outros nutrientes que devem fazer parte do seu prato: proteínas, para preservar o sistema imunológico e os músculos, fibras, para o bom funcionamento do intestino, e a ingestão das gorduras boas, que ajudam na prevenção de doenças do coração.

Tome muita água
O consumo de, no mínimo, oito copos de água por dia, traz diversos benefícios para o organismo. Melhora a digestão, reduz o inchaço, protege de infecções e melhora a absorção dos nutrientes. Assim, seu corpo funciona direitinho e você chega à maturidade com mais saúde.

Exercite o cérebro
Leia, assista a um filme, faça palavras cruzadas, aprenda uma nova língua. O importante é praticar atividades que estimulem o raciocínio, para fortalecer o cérebro além de prevenir a perda de memória.

Cultive as amizades
A convivência social saudável é um excelente antídoto contra a solidão e a depressão. Por isso, invista nas suas amizades: combine uma sessão de cinema, um jantar em um restaurante. Bata papo, dê risadas, relaxe. Momentos prazerosos fazem muito bem para a saúde do corpo e da mente.

Seja otimista
A preocupação, o pessimismo e as tensões elevam a taxa de cortisol – o hormônio do estresse. Resultado: aumento da pressão arterial e do açúcar do sangue, além da queda do sistema imunológico. Para afastar este e outros danos, cultive pensamentos otimistas, pratique meditação ou relaxamento.

Durma bem
A privação do sono pode trazer desde problemas como falta de concentração e aumento do peso, até o envelhecimento precoce.
Dormir cerca de sete a oito horas por noite não é apenas uma necessidade de descanso mental e físico mas, acima de tudo, metabólica. Durante o sono ocorrem vários processos no metabolismo que, se alterados, afetam o equilíbrio de todo o organismo. Por isso, quem dorme menos do que o necessário tem menor vigor físico, envelhece precocemente, está mais propenso a infecções, a obesidade, a hipertensão e ao diabetes.

Abandone os maus hábitos
Dê adeus ao cigarro e evite o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, hábitos que aumentam a produção de radicais livres. Quando em excesso, essas moléculas causam o envelhecimento precoce e trazem prejuízos à saúde, pois danificam as células saudáveis e, com isso, aumentam o risco para o desenvolvimento de doenças como a hipertensão, diabetes, e desordens neurológicas, como o Mal de Parkinson.

Fonte: Vida Saudável Sadia

Fisioterapia Esportiva

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A fisioterapia esportiva entrou no mercado para oferecer um tratamento especifico para o atleta amador e o de alta performance.

O profissional especializado nessa área tem como função tratar e prevenir lesões.

O fisioterapeuta Rafael Vieira esclarece que está ficando cada vez mais comum idosos iniciarem uma atividade física apenas na terceira idade, e existem até mesmo atletas idosos que estão começando a carreira.

Como alguns esportes profissionais restringem a idade dos participantes, uma modalidade cada vez mais frequentada pelos idosos é o atletismo, que não tem limite de idade.

O cuidado deve ser na hora de escolher a atividade. Para o idoso, recomenda-se consultar seu médico sobre as modalidades adequadas, e perguntar se há alguma restrição.

Seja para correr atrás de um sonho de ser atleta ou mesmo apenas para ter um hobbie saudável, é importante procurar uma atividade física na terceira idade.

E lembre-se: o fisioterapeuta é um profissional preparado para cuidar de lesões impostas por atividades ou mesmo por uma postura inadequada, e deve ser consultado sempre que houver alguma dor ou incômodo relacionado. Ele irá lhe indicar o melhor modo de continuar ou iniciar sua atividade física.

A Terapia Ocupacional para idosos

A gerontóloga e terapeuta ocupacional Danielle Arruda fala sobre sua profissão, e sobre a Doença de Alzheimer, já que este mês é o Mês Internacional da Doença.

“A terapia ocupacional é uma profissão apaixonante, pois o trabalho do médico geralmente se encerra no tratamento físico. O nosso trabalho é reeducar o indivíduo que acabou de passar por um trauma ou possui uma doença crônica, a ter uma rotina normal de acordo com a deficiência. Habilitá-lo à uma nova profissão, se necessário, criar estratégias para que essa pessoa possa ter uma vida ativa.”

A respeito do Alzheimer, ou Demência, Danielle explica: a demência tolhe a identidade da pessoa, e às vezes as pessoas isolam o demente. Mas existem momentos de lucidez. Ele não é a doença, ele tem uma história de vida, e isso precisa ser respeitado. A terapia nesse caso vem pra reestruturar essa família, fazer com que o indivíduo não perca seu papel na família.

A relação gerontólogo-terapeuta ocupacional

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O gerontólogo é um profissional especializado no tratamento e acompanhamento do idoso, bem como de doenças específicas ou mais comuns na terceira idade.

Em casos em que o idoso for diagnosticado com algum déficit no sentido neural, o gerontólogo cria um plano de tratamento baseado no diagnóstico de um neurologista ou neuropsicólogo.

Ele é responsável também por identificar a necessidade de um terapeuta ocupacional, que por sua vez irá reestruturar atividades cotidianas com base nas dificuldades que o idoso possui.

O ser humano é um ser ocupacional, cada fase tem sua ocupação. Na terceira idade é importante manter atividades tanto de lazer quanto de trabalho, para que o idoso saiba que sua ajuda é importante e bem vinda.

Neuropsicologia

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A neuropsicologia promove um encontro entre a neurologia e a psicologia. Procura estudar o comportamento do ser humano, mas não apenas restrito à questão psíquica. O profissional da área procura identificar quais os processos cerebrais por trás dos problemas mentais.

Luciane Ponte, neuropsicóloga conta sua experiência na área: o meu trabalho é com adulto e idoso, são duas áreas que tem uma complexidade grande no quesito de capacidade de funcionamento cerebral. O atendimento pode ter o propósito de auxílio-diagnóstico, trabalhando com avaliações para que outros profissionais possam identificar o tratamento adequado.

Nesse caso procuramos, através de testes, estabelecer um parâmetro de funcionamento, se está de acordo com a idade e educação, e se existe algum problema. Geralmente é solicitado por outro profissional de saúde, e estabelece o padrão de funcionamento cognitivo.

Os resultados da nossa avaliação – uma área que vem crescendo muito é a de avaliação de idosos – servem como um dado a mais onde o médico pode comprovar se há ou não danos cerebrais.

Pessoas que sofrem algum incidente que comprometa a capacidade cerebral, podem se utilizar dessa avaliação para descobrir a extensão do dano e quais as chances de reabilitação.

O trabalho do Terapeuta Ocupacional

A terapia ocupacional é uma profissão relativamente nova, mas já tem seu espaço no mercado de trabalho. Essa profissão exige uma compreensão do que é a vida, de se colocar no lugar do outro e do que aquela função que o paciente precisa recuperar representa para ele. É uma arte.

A população está cada vez mais melhorando a qualidade de vida e vivendo mais. A missão do Terapeuta Ocupacional é de ajudar as pessoas a envelhecer de maneira saudável.

A professora e coordenadora do curso de Terapia Ocupacional Hercília Paz fala sobre seu trabalho com os alunos: “tentamos fazer um trabalho junto a sociedade, comunidades, creches, escolas, clínicas. Fazemos um trabalho nos Capes, com dependentes químicos, pois queremos ajudar as pessoas a viver melhor”.

E sobre a profissão, comenta que as pessoas sentem também uma necessidade de reabilitação espiritual, pois às vezes criamos problemas que interferem no nosso comportamento mental. Nesse ponto entram as atividades lúdicas, como a musicoterapia, a prática de atividades artísticas, apreciação de filmes etc.

Todas as atividades são pensadas para que possamos devolver as funções emocionais, físicas e sociais, para que o paciente tenha liberdade e qualidade de vida.